Inverdades sobre o Oriente Médio
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INVERDADES SOBRE O ORIENTE MÉDIO

             Por sua longa experiência jornalística no Oriente Médio, Joseph Farah faz parte de um seleto grupo de especialista em compreender e desvendar os bastidores do conflito no Oriente Médio. Sua argumentação é incisiva, como mostra o artigo que transcrevo agora:

"Na luta por Jerusalém muitas pessoas já perderam suas vidas – mas, para quê? Se você acreditar no que diz a maior parte da mídia, os palestinos desejam uma pátria e os muçulmanos almejam o controle sobre os lugares considerados sagrados por eles. Muito simples, não é? Pois bem, como jornalista árabe-americano, que passou vários anos no Oriente Médio e que freqüentemente teve de fugir de pedras e granadas, eu sei que essas são apenas desculpas muito ruins para justificar a violência e a cobiça por terra.  Não é interessante observar que antes da guerra árabe-israelense de 1967 não havia um movimento organizado em prol de uma pátria palestina? Agora se poderia objetar que isso foi antes da conquista israelense. É verdade. Na guerra dos Seis Dias, Israel conquistou a Judéia, Samaria e Jerusalém Oriental, mas esses territórios não foram tomados de Yasser Arafat (que por sinal nasceu no Cairo-Egito, portanto não é “palestino”) e sim do rei Hussein da Jordânia. Por isso me admira muito que, repentinamente, os palestinos descobriram sua identidade depois que Israel ganhou a guerra dos Seis Dias. Em 1948, quando a ONU declarou a independência de Israel, somente 3% da “Palestina” pertencia aos árabes. Na verdade, a “Palestina” é tão real como uma terra de sonhos. Este nome foi usado pela primeira vez no ano 70 depois de Cristo, quando os romanos promoveram um genocídio contra a nação judaica, destruíram o Templo e declaram que não existia mais uma terra chamada Israel. Eles deram à região o nome de “Palestina”. A “Palestina” nunca foi posteriormente um território autônomo. Ela foi dominada alternadamente por muitos povos; os romanos, os árabes, as cruzadas, os otomanos e pelos britânicos. Nunca existiu uma língua “palestina”, nem uma cultura claramente palestina. Jamais houve um país chamado “Palestina”, governada por palestinos. Palestinos são árabes que não são diferentes dos jordanianos (mais uma invenção dos tempos modernos), sírios, libaneses, iraquianos, etc. Nesse contexto devemos ter em mente que 99,9% do território do Oriente Médio está sob controle árabe. Israel abrange apenas 0,10% da área total da região. Mas os árabes acham que isso é demais. Independentemente da quantidade de concessões territoriais que Israel faça, elas nunca serão suficientes. Os árabes querem tudo!  E quanto aos lugares sagrados do islã? Pois bem, eles nem existem em Jerusalém. Você ficou chocado? Ao menos deveria ficar, pois tal afirmação não é “politicamente correta”. Sei que agora você vai rebater: “A mesquita Al Aqsa e o Domo da Rocha em Jerusalém são os terceiros mais importantes santuários do Islã”.  Isso não é verdade. Na realidade Jerusalém nem sequer é mencionada no Corão, enquanto Meca é mencionada centenas de vezes e Medina ainda mais. Historicamente, Maomé nunca visitou Jerusalém uma única vez. A relação entre o Islã e Jerusalém é apenas baseadas em mitos, fantasias da expressão de um certo desejo dos árabes.  As raízes judaicas de Jerusalém, ao contrário, remontam aos dias de Abraão. Jerusalém é citada mais de 800 vezes na Bíblia . Qual é, então a solução para o caos no Oriente Médio?... Se há uma solução, ela deve começar pela verdade. Se os direitos de 5000 anos, adquiridos por nascimento e apoiados por uma infinidade de provas históricas e arqueológicas, são tratadas da mesma forma que desejos baseados em sonhos e reivindicações injustas, então a diplomacia e a política de paz estarão desacreditadas."

 

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